O
Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais) terá uma banca
com três corretores para dar a nota final nas redações do Enem (Exame Nacional
do Ensino Médio) que tiverem discrepâncias nas notas dos dois avaliadores
iniciais.
Até o último exame, apenas um especialista era
chamado para avaliar redações que tivessem diferenças de mais de 300 pontos
entre as notas dos dois corretores - a avaliação dada por esse último corretor
era a nota final do candidato. Agora, a redação com discrepância de notas será
analisada por três corretores, responsáveis pela avaliação final do estudante.
Com isso, uma mesma redação pode passar pela correção de cinco pessoas.
A diferença de 300 pontos para chamar a banca
também deve mudar. Segundo a assessoria de imprensa do Inep, a diminuição desse
número está em discussão, mas nenhuma decisão foi tomada ainda. Além das
alterações na correção da redação, o órgão também está formando uma comissão
com nomes indicados pela Abave (Associação Brasileira de Avaliação Educacional)
para avaliar as questões acadêmicas do processo. O exame já é supervisionado
por uma comissão técnica.
Correção da redação na Justiça
No Enem 2011, candidatos entraram com
processos na Justiça pedindo a revisão das notas de redação do exame - o edital
não previa a possibilidade de recurso e, tampouco, de vista das provas. O
primeiro caso de nota alterada aconteceu em São Paulo: um estudante teve a nota
revista de 0 para 880 após entrar na Justiça com um pedido de vista da redação,
mesmo sem mostrar a prova. As cópias mostram que houve dois erros: na primeira
leitura, o corretor anulou a prova por fuga ao tema - situação em que deveria
ter dado nota zero. Apesar de os outros dois corretores terem atribuído nota
880, devendo valer a última correção, o aluno acabou ficando com a primeira
avaliação, que estava errada. Em Minas Gerais, outro candidato teve a nota de
uma das provas alterada - de 0 para 440 - após entrar em contato com o MEC.
Segundo o ministério, o número de identidade dele estava errado em um dos
cartões de resposta. Por isso, é como se ele não tivesse feito uma parte do
exame. Como o erro foi registrado em ata, diz o ministério, foi possível
encontrar o exame do candidato e corrigi-lo.
O MEC (Ministério da Educação) confirmou que
129 candidatos tiveram notas retificadas em função de "erro
material". O Ministério Público Federal conseguiu uma liminar que permitia
que todos os candidatos vissem as redações do Enem 2011 corrigidas, mas a
liminar foi suspensa pela Justiça.

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